Holistika

Um espaço que trata da saúde da alma, da mente e do corpo

Arquivo para feminino

Semana da Mulher (5) – O Arquétipo da Deusa

Com que deusa do panteão grego você mais se identifica? Mulheres são fantásticas, ardilosas, emotivas, misteriosas, tiranas, atletas, poderosas, líricas, sedutoras. Somos muitas em uma só. E é por isso que somos fascinantes. Neste 8 de março, quando se comemora o Dia da Mulher (besteira, todos os dias são nossos), segue minha homenagem a nós, seres especiais, criadoras, mantenedoras e transformadoras, como Shiva. Quem é Shiva? Isso é papo pra outro post.

Há alguns anos, quando conheci o livro A Deusa Interior (de Jennifer Barker Woolger e Roger J. Woolger), mergulhei no multifacetado universo feminino desses maravilhosos perfis. O mais importante é percebermos que não somos apenas uma, mas todas elas, em diferentes percentuais. Ora um pouco Deméter, ora mais Ártemis, ora bastante Hera.

Tentar descrever o livro é muito pouco. A leitura é obrigatória para toda mulher que busca auto-conhecimento e também é válido para os homens que se interessam por tentar entender como funciona esse complexo ser chamado Mulher.

Na obra, a psique feminina é dissecada por meio da interpretação do arquétipo de: Hera, Deméter, Atena, Afrodite, Peséfone e Ártemis.

Atena> Rege tudo o que se relaciona com a civilização, os aspectos da vida urbana, das cidades e tudo o que pode se chamar de “civilizado”. A mulher Atena está sempre em evidência por ser extrovertida, prática e inteligente. A princípio, os homens ficam intimidados com ela, visto que não reage a galanteios medíocres e é capaz de colocar os homens em xeque em uma discussão intelectual. Mas quando conquistam seu respeito, ela pode se tornar uma companheira leal para o resto da vida.

Afrodite> Rege o amor e a eroticidade, ou seja, todos os aspectos da sexualidade, da vida íntima e das relações pessoais. Afrodite é a deusa da beleza e das artes visuais – pintura, escultura, arquitetura, poesia e música. Ela rege a inspiração artística e todo contato criativo entre os sexos. A mulher Afrodite é sobretudo sensual, feminina, vaidosa. Uma exibicionista por natureza – o que não é um aspecto negativo nem positivo, é simplesmente uma de suas características. Acima de tudo, Afrodite quer que os relacionamentos sejam amorosos, não importando se amigáveis, sociais, físicos ou espirituais. Ela quer que tenham coração.

Ártemis> É uma deusa essencialmente da natureza em sua forma virgem ou indomada. Nesse aspecto se contrapõe a Atena, que representa a natureza domada. Ártemis está próxima dos animais, da caça e dos ciclos da natureza que regem o mundo. Está voltada a atividades do corpo, práticas ao ar livre. Por reger a semente e o fruto, é às vezes chamada Senhora das Plantas, simbolizando sua profunda ligação com todos os aspectos da alimentação, do crescimento, dos ciclos das safras, e da colheita e preservação dos alimentos. Ártemis não se sente à vontade no mundo moderno. Na verdade, a mulher Ártemis brilha mesmo no campo, nos cenários de natureza, onde pode dar vazão à sua natureza livre. Enquanto Atena é uma mulher sofisticada, Ártemis prefere o jeans, a camiseta e o tênis.

Perséfone> Ela é a rainha dos mortos, a que transita com serenidade pelo mundo espiritual ou o domínio dos mortos. Consciente ou inconscientemente, não importa, ela está em contato com os poderes transpessoais superiores da psique. Nos termos da psicologia moderna, Perséfone rege a mente inconsciente mais profunda, o mundo onírico e tudo o que se relaciona com os fenômenos psíquicos ou paranormais e com o misticismo. A mulher Perséfone possui capacidade visionária e está profundamente envolvida com a mediunidade. Ela é um poço de intuição.

Hera> A mulher Hera sempre se destaca nos grupos. Ela é auto-confiante e parece ter nascido para mandar, independentemente de sua classe social. A mulher Hera floresce no companheirismo do matrimônio. A mulher Hera é conservadora, mãe que prima por manter a tradição familiar. Ela encarna perfeitamente a frase “Por trás de todo homem há sempre uma grande mulher”.

Deméter> É a mãe. A mulher Deméter está sempre rodeada de crianças, é a que nutre e alimenta famílias inteiras. Mas note-se que não é apenas o simples fato de cuidar de crianças sua principal característica, mas sim tratar de tudo que precisa ser cuidado, que é indefeso, carente. A mulher Deméter se sente feliz fazendo exatamente o que melhor sabe fazer: ser mãe.

Para saber mais sobre mitologia grega, visite:

Mitologia grega

Mitos Gregos

Faça o teste do arquétipo da Deusa predominante em você!

Semana da Mulher (2) – Mulher, um ser de pétalas e espinhos (artigo)

 Recebi esse artigo por e-mail e achei apropriado que as pessoas leiam e reflitam sobre o tema neste semana

MULHER – UM SER DE PÉTALAS E ESPINHOS

A ascensão da mulher e a evolução dos seus papéis na sociedade merecem especial atenção. Por Amalia Sina. O Dia Internacional da Mulher é uma forma simbólica de comemorar a luta da classe feminina pela igualdade, não apenas de direitos, mas também de oportunidades. A mulher evidenciada na década de 50, como dona de casa exemplar, cuja principal e talvez única função fosse a dedicação ao marido e filhos, já não existe mais. Em pleno século XXI, a submissão deu lugar à independência e hoje, o que as mulheres faziam há décadas atrás continua sendo feito, porém, com muitas outras atividades envolvidas, o que faz com que a mulher moderna viva em um constante conflito: o desafio de conciliar diferentes papéis na sociedade.

A necessidade tornou-se estilo de vida, e foi o argumento inicial para que estas mulheres mostrassem a sua garra e começassem a sua luta, até então, silenciosa por um espaço mais digno perante a sociedade, ainda machista.

Mesmo tendo ciência das diferenças ainda impostas pelo mercado corporativo, como as diferenças salariais, cargas horárias estressantes, as mulheres têm alcançado cargos e profissões antes consideradas exclusivamente do universo masculino. E por conta disso, tem sido cada vez mais evidente mulheres ocuparem a presidência e diretoria de grandes empresas, mostrando o seu potencial para resolver problemas, unificar os prós e contras de cada decisão e tudo isso, com um olhar diferenciado que só nós conseguimos ter.

Entretanto, apesar de sermos maioria neste universo, o mundo ainda é feito para homens, e para alcançar o sucesso não basta apenas investir em conhecimento, ser criativa e versátil; é preciso vencer o preconceito e, principalmente, lidar com situações adversas. Temos que ser uma profissional exímia, arrumar tempo para os eventos corporativos e familiares, estar sempre bem vestida e arrumada e ainda, chegar em casa e cuidar da família com empenho e dedicação.

Posso dizer isso com propriedade, minha jornada até a presidência de grandes multinacionais foi desgastante e ao mesmo tempo gratificante. Hoje, sou responsável pela minha empresa, voltada para o segmento de cosméticos. Sei que dei um grande passo na minha trajetória, graças à capacidade feminina para definir metas e sonhos, com objetividade e sensibilidade que somos capazes de demonstrar sem parecermos frágeis.

Sim, nós podemos! Somos capazes de enxergar além e traçar um novo caminho, para isso basta viver com garra e determinação e ter coragem de dar o próximo passo.

Por isso, eu acredito ser um exemplo destas mulheres que perseguiram e ainda perseguem um sonho, ou melhor, próximas realizações. Aprendi a manter o equilíbrio pessoal e profissional, a tratar da beleza, buscar conhecimento, lapidar idiomas, investir em roupas e treinamentos… um sem fim de atividades utilitárias, além de saber otimizar o tempo para ter momentos prazerosos de lazer, descontração e auto-conhecimento.

Sobre Amália Sina

Amalia Sina é reconhecida como uma das mais bem sucedidas executivas brasileiras de sua geração. Foi presidente da Philip Morris do Brasil, da  Walita do Brasil e sênior vice-presidente da Philips para a América Latina. Com MBA em Marketing pela FEA/USP e Pós-graduada em Gestão de Marketing pelo Triton College, Chicago. É membro do Conselho Superior de Economia da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e membro da Associação Brasileira de Marketing.

E desde 2006, decidiu se lançar como empresária com a entrada da Sina Cosméticos no bilionário segmento da beleza, a principal marca da empresa é Amazonutry.

Semana da Mulher (1) – A Lenda da Iara

A Semana da Mulher vem aí. Em homenagem a esse ser mágico chamado “mulher” dou início a uma série de textos dedicados ao universo feminino, ora abordando temas lúdicos, leves, ora apontando em direções mais áridas.

Deixando de lado os contos de fadas que habitam os bosques nórdicos dos Países Baixos ou as florestas de carvalho dos povos celtas, fico por aqui mesmo, no Brasil, a falar da Lenda da Iara.

——————————-

A Lenda da Iara

Introdução 

Também conhecida como a “mãe das águas”, Iara é uma personagem do folclore brasileiro. De acordo com a lenda, de origem indígena, Iara é uma sereia (corpo de mulher da cintura para cima e de peixe da cintura para baixo) morena de cabelos negros e olhos castanhos.

A lenda conta que a linda sereia fica nos rios do norte do país, onde costuma viver. Nas pedras das encostas, costuma atrair os homens com seu belo e irresistível canto. As vítimas costumam seguir Iara até o fundo dos rios, local de onde nunca mais voltam. Os poucos que conseguem voltar acabam ficando loucos em função dos encantamentos da sereia. Neste caso, conta a lenda, somente um ritual realizado por um pajé (chefe religioso indígena, curandeiro) pode livrar o homem do feitiço.

Origem da personagem

Contam os índios da região amazônica que Iara era uma excelente índia guerreira. Os irmãos tinham ciúmes dela, pois o pai a elogiava muito. Certo dia, os irmãos resolveram matar Iara. Porém, ela ouviu o plano e resolveu matar os irmãos, como forma de defesa. Após ter feito isso, Iara fugiu para as matas. Mas o pai a perseguiu e conseguiu capturá-la. Como punição, Iara foi jogada no Rio Solimões (região amazônica). Os peixes que ali estavam a salvaram e, como era noite de lua cheia, ela foi transformada numa linda sereia.

Curiosidade:

– A palavra Iara é de origem indígena. Yara significa “aquela que mora na água”.