Holistika

Um espaço que trata da saúde da alma, da mente e do corpo

Arquivo para fevereiro, 2010

Semana da Mulher (1) – A Lenda da Iara

A Semana da Mulher vem aí. Em homenagem a esse ser mágico chamado “mulher” dou início a uma série de textos dedicados ao universo feminino, ora abordando temas lúdicos, leves, ora apontando em direções mais áridas.

Deixando de lado os contos de fadas que habitam os bosques nórdicos dos Países Baixos ou as florestas de carvalho dos povos celtas, fico por aqui mesmo, no Brasil, a falar da Lenda da Iara.

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A Lenda da Iara

Introdução 

Também conhecida como a “mãe das águas”, Iara é uma personagem do folclore brasileiro. De acordo com a lenda, de origem indígena, Iara é uma sereia (corpo de mulher da cintura para cima e de peixe da cintura para baixo) morena de cabelos negros e olhos castanhos.

A lenda conta que a linda sereia fica nos rios do norte do país, onde costuma viver. Nas pedras das encostas, costuma atrair os homens com seu belo e irresistível canto. As vítimas costumam seguir Iara até o fundo dos rios, local de onde nunca mais voltam. Os poucos que conseguem voltar acabam ficando loucos em função dos encantamentos da sereia. Neste caso, conta a lenda, somente um ritual realizado por um pajé (chefe religioso indígena, curandeiro) pode livrar o homem do feitiço.

Origem da personagem

Contam os índios da região amazônica que Iara era uma excelente índia guerreira. Os irmãos tinham ciúmes dela, pois o pai a elogiava muito. Certo dia, os irmãos resolveram matar Iara. Porém, ela ouviu o plano e resolveu matar os irmãos, como forma de defesa. Após ter feito isso, Iara fugiu para as matas. Mas o pai a perseguiu e conseguiu capturá-la. Como punição, Iara foi jogada no Rio Solimões (região amazônica). Os peixes que ali estavam a salvaram e, como era noite de lua cheia, ela foi transformada numa linda sereia.

Curiosidade:

– A palavra Iara é de origem indígena. Yara significa “aquela que mora na água”.

A natureza violentada da orca

Demorou bastante para os ambientalistas falarem o óbvio. De acordo com o site G1, para várias organizações de proteção aos animais dos Estados Unidos, o ataque da orca Tilikum, que matou sua treinadora, Dawn Brancheau, na última quarta-feira (24/02) na Flórida, não foi só um acidente. Eles são contrários à manutenção desses animais em cativeiro, e afirmam que os bichos ficam muito estressados quando estão presos.

Treinadora Dawn Brancheau (Foto: Julie Fletcher/Orlando Sentinel/AP)

 Em meio à tragédia, houve quem dissesse que o animal deveria ser libertado e também quem exigisse que a baleia fosse sacrificada. No entanto, a direção do parque Sea World, onde o animal se “apresenta”, já informou que é lá mesmo que ele vai ficar.

Ora, Tilikum foi retirado de seu habitat natural, confinado em um cubículo (em comparação à amplidão dos oceanos) e submetido à rotina enlouquecedora de movimentos repetitivos e sincronizados (que saco!!!). Uma verdadeira violência à natureza selvagem.

A orca pirou e atacou a treinadora. E que o episódio sirva de exemplo e seja pauta de reflexão para aqueles que ainda insistem em obrigar seres livres a uma existência de escravidão à base de ração e alguns afagos, numa tentativa de domesticar o que é indômito.

Veja vídeo amador da treinadora com a baleia, antes de ser atacada.

Um anjo me visitou

Existem alguns sonhos que jamais abandonam nossa mente. Eu tenho a felicidade de me lembrar do dia em que sonhei com Arcanjo Miguel. Lindo, de dimensões gigantescas. Indescritível em sua beleza. É nessa hora que vemos que, apesar de a língua portuguesa ser abundante em verbetes, me faltam palavras dignas de discrever a grandeza daquela visão.

Os olhos tinham um brilho semelhante ao fulgor de um raio de sol ao tocar um diamante. A expressão era um misto de compaixão e força divina, mas havia mais… Miguel me olhava como se me disesse em silêncio que me conhece por inteiro, há eras, há éons, como nem mesmo eu me conheço. Um olhar perscrutador e amoroso ao mesmo tempo. Cabelos castanhos, longos, que desciam pelos ombros e pelas pernas. Asas enormes e uma túnica cor de pêssego, bem suave. Na mão, uma espada em suave repouso. Inesquecível, emocionante.

Ao acordar, uma sensação de felicidade somada à frustração de ter a certeza que nem mesmo o mais talentoso pintor poderia reproduzir toda aquela beleza divina em uma tela. Muito menos eu… que não sei dar nem uma pincelada… Poxa, como eu queria poder reproduzir aquela imagem, mas hoje penso que o presente era só meu.

A surpresa de Rafael

Em outra oportunidade, tive a sorte não de sonhar, mas de receber a visão de Arcanjo Rafael. Foi muito interessante. Eu estava sentada na minha cama, numa quarta-feira, me concentrando no Raio Branco da Ascenção e da Pureza, cujo Arcanjo é Gabriel, o Anunciador de Maria. Como eu estava querendo voltar a trabalhar na área de comunicação, achei que fazer o pedido ao Arcanjo da Comunicação seria o mais indicado. Que nada… Fechei os olhos, relaxei e por um lampejo de segundo, muito rápido, vislumbrei suspenso no ar um arcanjo com os cabelos vermelhos como labaredas, vestido com uma túnica verde esmeralda muito brilhante, olhando para o alto, com as mãos em gestual gracioso e elevado. Tomei um susto e voltei tremendo da cabeça aos pés. Em estado de graça e feliz por receber tão celeste visita. Queria tê-lo visto por mais tempo, mas foi muito rápido.

De início não entendi e achei estranho ver Gabriel todo de verde. Ao comentar com uma amiga expert em anjos ela me disse: “Você estava pedindo emprego. Quem apareceu foi Rafael! Além de ser dedicado à saúde e à justiça ele  também vibra pela prosperidade”. Fiquei muito feliz.

A visita de um anjo é sempre uma bênção. Pena que nossos pensamentos e sentimentos não nos permitem percebê-los mais vezes ao nosso redor. São momentos raros, em que temos a certeza de que as paragens celestiais existem, que, de fato, existe um reino do Céu e uma hierarquia de seres que servem a Deus.

Hoje eu não visualizei um anjo, mas recebi um lindo e-mail. Não que eu goste de correntes via e-mail (nem gosto…), mas achei a imagem tão linda que vou reproduzir aqui.

Todas as vezes que receber este anjo, vem dinheiro extra ou notícia boa!

Espero que todos que virem esse anjo, tão belo, possam se beneficiar de suas vibrações sutis e divinais.

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Longo inverno no verão

Após longo e tenebroso inverno de muitas atividades… retomo os escritos na minha casinha virtual, Holistika. Confesso que ando meio enferrujada… mas… enfim, cá estou novamente e com força total. 

Para me redimir, embaralhei meu bolinho de cartas e começo a nova temporada falando sobre O Mundo, um belo arcano, mas um tanto controverso, ao menos para mim. 

Tarô Fenestra

 

Lembro que quando comecei a vasculhar o universo arquetípico dos 22 Arcanos Maiores me senti bastante atraída por esta carta. Glamourosa, com sua figura andrógina e dançante ao centro, cercada pelos quatro elementos, um grande barato. Mas os problemas surgiram… Primeiro: diante de uma cena tão linda, qual seria o aspecto negativo desta lâmina, se é que isso é possível??? Segundo: é o Arcano 21 ou o 22??? Ai ai ai ai ai … que complicação… Não quero entrar nesse mérito, levaria dias escrevendo. 

(Muitos) anos de (muita) leitura me fizeram optar pelo 21 e ponto. Não discuto com quem afirma que é o 22, mas também peço que me deixem quieta na escolha do meu modesto 21. Ufa! Feito isto, voltemos ao questionamento da sombra do meu modesto arcano 21… 

“Realização, felicidade, bem-aventurança, blá-blá-blá”. É. O papo é bonito, a simbologia da carta é fascinante. Mas diante de um cenário em que tudo parece tão perfeito, adequado, bem resolvido e radiante é possível esbarrar na auto-confiança, na arrogância, na sensação de que não há mais estrada a ser trilhada… e não dá para cochilar… não a essa altura do campeonato. 

E agora que tudo parece estar pronto? Quais são os novos projetos? O que falta fazer? Estou feliz com o que conquistei até o momento? E está realmente, de fato, tudo bem conquistado ou será que tem alguma pontinha solta?! É um caso a se pensar. 

Não é papo pessimista, mas sempre que troco figurinha com um grupo de amigas que gostam de conversar sobre o tarô percebo que há um entusiasmo quando se fala de O Mundo. 

Há alguns arcanos que brilham tanto que seu brilho ofusca a compreensão de sua sombra. É assim com O Mundo, O Sol, O Carro. E o contrário acontece com outros, tais como A Lua, A Torre, O Enforcado, que, de início, causam um arrepio de medo e desconfiança em quem os tira. Que nada. 

Tirar O Mundo, hoje, para mim me traz uma sensação de dever cumprido, mas também me faz parar para refletir se de fato eu estou fazendo o que quero, se é esta a vida que eu escolhi, que me faz feliz. Serei eu feliz? Ou será que devo iniciar uma nova mandala e trilhar mais uma vez a rota d‘ O Louco, até chegar novamente, uma oitava acima, no final da jornada?
A reflexão é boa e, como a vida segue, vou repensar meus valores e reavaliar meu atual cenário, mas, no geral, posso responder que sou, sim, uma pessoa feliz e realizada. 

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